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domingo, 1 de janeiro de 2012

Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô

O líder do MOTÖRHEAD Ian "Lemmy" Kilmister apareceu na edição de dezembro/janeiro de 2009 da revista Inked. Lemmy, depois de uma longa noite virada de festa na turnê em Las Vegas, encontra Jon Wiederhorn para uma sessão profunda de perguntas e respostas sobre o novo álbum da band, "Motörizer", suas tatuagens, política, strippers, estrelas pornô, fantasmas, OVNIs, objetos de coleção nazistas, cocaína, ácido, e outras coisas que mantêm seu mundo girando.


Inked: Quando você fez sua primeira tatuagem?

Lemmy: "Em 1973, quando eu estava no HAWKWIND. Estávamos em Dayton, Ohio, num domingo, e o estúdio de tatuagens era o único lugar aberto. Estávamos entediados pra porra, então fomos todos lá e fizemos uma tatuagem 'hippie' ridícula. A minha foi uma folha de maconha, que eu acabei cobrindo porque parecia uma pizza com asas".

Inked: Qual é a sua tatuagem favorita?

Lemmy: "A do Ace of Spades, mas não dá mais pra ler. Está escrito 'Born to Lose, Live to Win' em volta, mas as palavras se borraram umas sobre as outras. Foi feita em 1979 na Holanda".

Inked: Você provavelmente já viu algumas tatuagens bem doidas do MOTÖRHEAD nesses anos todos.

Lemmy: "Nem fala, cara. Um amigo nosso na Alemanha cobriu as costas todas com o logo e ele fez uma tatuagem da gente do lado da cabeça e no peito. Ele tatuou também nossos rostos nas panturrilhas".

Inked: É estranho ver sua cara tatuada em alguém?

Lemmy: "Se é uma foto bonita, eu não me importo, mas se eu pareço um porco com bócio, então não é bom. Eu já vi dos dois tipos".

Inked: O "Motörizer" tem algumas letras bem políticas.

Lemmy: "Sim, uma delas é sobre o Iraque, 'When The Eagle Screams'. Escrevi essa porque eu sei a história da guerra. Eu estudei isso, e é um exemplo primoroso do dinheiro mandando seus garotos para suas mortes. O interesse está ganhando da lógica. Todos sabem que não havia armas de destruição em massa no Iraque porque nós vendemos para eles tudo o que eles tinham. Vou te contar uma história engraçada. Você sabe quando os britânicos invadiram o Iraque junto com vocês? Nós não tínhamos nenhum uniforme de deserto. Só tinhamos verde e cáqui porque vendemos todos os uniformes de deserto para o Iraque três anos antes. Isso não é ótimo? Eu odeio todos os políticos. São todos falsos".

Inked: Sua marca musical é "Ace os Spades". Você é um apostador?

Lemmy: "Não, na verdade não. Eu só gosto de jogar. Como se diz na música, 'o prazer é jogar, não faz diferença o que você diz'. O apostador nunca ganha, não ao longo do tempo. A maior quantia que eu perdi de uma vez foi três mil. Eu ganhei nove mil em uma jogada no caça-níqueis sete anos atrás no Venetian, em Las Vegas. Coloquei dois mil de volta no jogo e levei sete mil pra casa. Isso foi bom pra mim".

Inked: Você vai frequentemente a clubes de strip. Você é fã de "lap dance"?

Lemmy: "Claro. É uma provocação, mas às vezes você consegue convencê-las, entende? E você só consegue convencê-las se elas fizerem uma 'lap dance' [Nota do editor: dança onde a garota provoca o cara, mas este último não pode tocá-la, se o fizer com certeza será "gentilmente convidado" a se retirar por um segurança com dois metros de altura por dois de largura]. Você não consegue convencê-las a ir pra casa com você direto do bar".

Inked: Já saiu com alguma atriz pornô?

Lemmy: "Já, com cinco delas, na verdade".

Inked: Alguém que conhecemos?

Lemmy: "Não sou de ficar contando".

Inked: Estrelas pornô são melhores na cama do que garotas normais?

Lemmy: "Não, são iguais, mas de novo, eu não sou tão bom de cama com as pessoas com quem eu transo normalmente, então eu acho que fica equilibrado".

Inked: Tem hobbies?

Lemmy: "Pegar mulheres, suponho. Na verdade, não, isso é uma carreira. A música é o hobby".

Inked: "Você disse à Maxim [revista masculina] que já dormiu com 2.000 mulheres".

Lemmy: "Não, eu disse 1.000 e acho que eles inflacionaram um pouco. Mas não fico contando, sabe?"

Inked: "Você escreveu uma das maiores baladas de Ozzy Osbourne, 'Mama I'm Coming Home'. Como isso aconteceu?

Lemmy: "Depois de eu me mudar pros EUA, Sharon [Osbourne] me ligou e disse, 'você pode escrever quatro músicas pra mim', e me fez uma proposta que eu não podia recusar. Uma delas foi 'Mama I'm Coming Home'. Eu ganhei mais dinheiro por essas quatro músicas do que com 15 anos de MOTÖRHEAD. E então eu escrevi mais duas para o 'Ozzmosis'".

Inked: Você parece ter uma relação de amor e ódio com Sharon.

Lemmy: "Não, o que aconteceu foi que ela assumiu como nossa empresária em 1991. E quando ela foi para o Japão, ela mandou um empresário em turnê com a gente e ele fodeu com a grana e disse que foi nossa culpa. Ela confiou na palavra dele em vez da nossa, o que é bem natural porque o cara era dela. Mas eu nunca perdoei ela até semana passada quando ela finalmente disse, 'OK, eu acredito em você'".

Inked: Você é religioso de alguma forma?

Lemmy: "Sou agnóstico, na verdade. Vou esperar e ver... e eu posso esperar. Mas não tenho medo de morrer. Qual é o motivo para ter medo do inevitável? Eu só espero que não seja num hospital cercado de imbecis e com tubos enfiados no nariz, sabe? Minha ética é, 'coma, beba e seja feliz, pois amanhã morreremos'. Você pode ser o quanto cuidadoso quiser, mas você vai morrer de qualquer jeito, então porque não se divertir?"

Inked: O mundo está em guerra e a economia e o meio-ambiente são uma confusão. A humanidade está condenada?

Lemmy: "Não se engane. Já é tarde. Estamos no fim. Logo vamos ser extintos ou vamos viver em cavernas hermeticamente fechadas porque envenenamos o ar que respiramos, a água que bebemos e a comida que comemos. E não é como se não soubéssemos disso, mas as empresas quiseram mais o dinheiro do que a vida de seus filhos. Não é maravilhoso? Você pode sempre contar com a humanidade".


Fonte: Whiplash!

Slash: "a separação entre Axl e eu foi tranquila"

Em entrevista para a coluna "What I've Learned" (em português, "O que aprendi") de Cal Fussman do site Esquire.com, o principal guitarrista do GUNS N'ROSES, por trás de Axl Rose entre 1985 e 1996, resumiu sobre suas experiências ao longo dos anos, sobre sua vida atualmente e sobre sua saída da banda no meio dos anos 90. Confira:

Eu nunca quis chamar a atenção para mim mesmo, mas isso é tudo o que faço.

Existem pessoas que têm uma imagem minha como sendo rude e insensível. Mas eu sou completamente o oposto, porque fui criado para não ser assim. Posso ter tropeçado em mim mesmo bêbado, mas sempre fui cortês.

Guitarras são como mulheres. Você nunca vai pegá-las da maneira totalmente correta.

Risco não é uma palavra em meu vocabulário. É a minha própria existência.

Me sinto intimidado em cantar. Posso cantar e cobrir uma melodia, mas simplesmente não curto muito me expressar verbalmente - especialmente na forma de uma canção - a ponto de que não gosto nem de cantarolar para mim mesmo.

Axl e eu viemos de origens completamente diferentes. Por isso fomos uma dupla interessante tentando descobrir um ao outro.

Entre os BEATLES e os ROLLING STONES meu pai adorava os Stones, então, definitivamente havia um gene natural dele em mim.

Quando era garoto, eu arrumava trabalho para poder obter cigarro, cerveja e qualquer coisa na «cadeia de lojas norte-americana» A&P. É assim que eu vejo o dinheiro. Ele nunca foi um fator motivador. Como eu disse, não era a grande coisa que posso me lembrar. A grande coisa era estar no caminho da criatividade.

Eu pensava que Les Paul era uma guitarra. Eu não sabia que era um cara de verdade. Quando eu o conheci, descobri que se você está obcecado, ele é o cara que você gostaria de ser igual. Ele sempre esteve procurando por uma resposta para o que estava em sua mente. Se as coisas não existissem, ele as construía por conta própria. Ele, por si só, construiu o que eu considero "música popular".

É uma busca constante para encontrar aquela harmonia, para se conectar a ela, onde tudo o que você quer extrair você consegue. Alguns momentos são raros, mas eles são como drogas: depois que você passa por eles, você está constantemente procurando por eles.

Quando vejo imagens do GUNS N'ROSES, vejo aquela puta fome e atitude. Você não podia ferrar com aqueles cinco caras. Era apenas química. Era essa coisa simples e faminta se tornando grande. Era tão sincero como qualquer outra banda de Rock n'Roll que eu ouvia, e tenho orgulho disso.

Não é algo que você pode encontrar. Há um momento que você chega no... - não há palavras para definir. Um monte de pessoas se reúne, uma nota acerta seu coração e sua mente diz a seus dedos onde ir. É coisa de outro mundo. É como quando um pintor tem a combinação exata de várias cores juntas.

Se eu pudesse sair com Jimi Hendrix, isso não seria depois do jantar.

Músicos atuais nunca falam sobre música.

A heroína é uma droga boa, mas é um mal.

Eu tive minha overdose induzida quimicamente, intoxicação por álcool e tudo aquilo. Absolutamente não tive nenhum medo de não acordar. Mas uma coisa era clara para mim através disso tudo. Se eu vou estar aqui, então eu tenho que ser capaz de fazer o que eu tenho que fazer aqui.

Minha avó realmente foi a última pessoa a me chamar de Saul. As pessoas que me chamam de Saul são fãs que querem ter uma conexão pessoal comigo. Não tenho certeza sobre a psicologia por trás disso, mas suponho que eles querem ir além do "Slash".

Não é como ser um "Brad Pitt" mas eu sou reconhecido regularmente. Outra noite fui ver um amigo meu tocar. Quando eu cheguei, recebi muita atenção. A coisa mais difícil de ser uma estrela do Rock não é ser uma estrela do Rock.

A separação entre Axl e eu foi tranquila. Mas porque havia muita atenção sobre o rompimento - e a dúvida se nos reuniríamos de novo - foi contruído este monstro que levou a um tipo de animosidade que não era interessante para mim. Nenhum de nós queria descer goela abaixo do outro sem nenhum motivo. Neste ponto estou tentando acabar com isso. Então, tenho tentado evitar o assunto.

Quando isso pesa, eu gosto de estar com as pessoas com as quais me sinto confortável e para quem isso significa algo. Mas não tenho queixas sobre algumas experiências que já tive.

Não sei se aquela girafa estava tentando me beijar. Mas foi uma experiência. Você já viu a língua de uma girafa? Tem cerca de dois metros de comprimento.

Para mim, é parte do jogo encontrar uma garota que seja a mais excitante, sincera e extravagante - a mais louca. Você apenas deve encontrar minha esposa.

A guitarra é a melhor forma de auto-expressão que eu conheço. Tudo além disso é apenas eu escolhendo meu caminho, tentando descobri-lo pela vida.

Nenhum interesse. Eu não falo com meus filhos sobre aqueles dias. Um tem sete anos e o outro tem nove. Um deles tem um skate. Eu olho para ele e vejo a mim mesmo, e é como "apenas faça isso, cara!".


Fonte: Whiplash!

sábado, 19 de novembro de 2011

Apenas diversão


Em entrevista ao Premier Guitar, Michael Anthony relembrou os tempos de Van Halen com menos amargura que o vocalista de sua atual banda. Confira alguns trechos.

Há um rumor que você é o mais rico dos membros originais do Van Halen. É verdade?

(Gargalhadas) Todos costumavam brincar que eu guardei o primeiro dólar que ganhamos juntos. Provavelmente é verdade. Mas quer saber? Minha esposa Sue e eu acabamos de celebrar 30 anos de casados. Deve ter algo a ver com isso, já que todos os outros se divorciaram – alguns mais de uma vez. Então, é claro que isso faz a diferença na poupança.

Algumas pessoas dizem que o Chickenfoot está atrás de dinheiro, mas a verdade é que vocês não precisam tanto assim. Sammy Hagar recentemente faturou 80 milhões vendendo uma parte de seu negócio com tequilas.

Ninguém precisa do dinheiro. Não precisamos provar nada a ninguém. Queremos ser uma banda divertida, relaxada e aberta. Como nos primeiros anos de Van Halen. Todos queriam dar o melhor e fazer ótimas músicas, sem pressões externas.

Nesse ponto de sua carreira, você voltaria ao Van Halen?

Estou muito feliz com a situação atual, quero apenas me divertir fazendo música. Não quero mais dramas, como quando saí do Van Halen. Prefiro não ganhar mais nenhum centavo, mas me divertir a me desgastar. Talvez aos 20 anos pensasse diferente, mas atualmente prefiro manter a sanidade.



Fonte: Van do Halen

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Flea diz que Red Hot perdeu ‘magia’ com saída de Frusciante

Em entrevista, o baixista admitiu que a banda demorou a se recuperar

John Frusciante, Chad Smith, Flea e Anthony Kiedis em foto do Red Hot Chili Peppers em 2002




RIO - Flea disse que o Red Hot Chili Peppers perdeu parte de sua "magia" quando o guitarrista John Frusciante deixou o grupo. Em uma entrevista ao site BassPlayer.com, o baixista admitiu que ele e Frusciante tinham desenvolvido “uma linguagem juntos” e que levou um tempo para que as coisas funcionassem com seu substituto, o ex-guitarrista do Warpaint Josh Klinghoffer.
De acordo com a revista “NME”, recentemente o vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, afirmou que a saída de Frusciante da banda havia "feito bem”, mas quando perguntado se Klinghoffer havia mudado a dinâmica do grupo, Flea replicou: "Muito! John e eu tínhamos estabelecido uma linguagem juntos. Se eu começasse a tocar baixo com John, ele criava grooves incríveis sem precisarmos conversar ou pensar sobre isso”.
Flea disse ainda que, com Josh, ele começava a tocar alguma coisa e pensava: “OK, quando ele vai fazer aquela coisa mágica que cria o groove cósmico perfeito? E ele simplesmente não fazia. Mas então eu percebi que eu estava lá sentado, esperando, porque era o que estava acostumado a fazer. Eu eu preciso deixar Josh ser Josh”.
O baixista também falou de seu novo projeto, o Rocketjuice And The Moon, que formou ao lado de Damon Albarn, do Blur, e do percussionista Tony Allen, que descreveu como “muito divertido” e chamou Allen de "o melhor baterista do planeta".
O Red Hot Chili Peppers tocou na segunda noite do Rock in Rio 4, em setembro deste ano, agradando o público de 100 mil pessoas que lotou a Cidade do Rock.



Fonte: O Globo

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lemmy: "o maior inimigo de uma mulher é outra mulher"


Em entrevista ao Daily Record, Lemmy Kilmister ofereceu mais um pouco de sua filosofia de vida à vã sabedoria mundana. Confira trechos:
Groupies: É engraçado isso, nunca ouvi alguém que toque em uma banda mencionar a palavra groupie. Normalmente são as mulheres que chamam outras mulheres por esse nome. Sempre digo que o maior inimigo de uma mulher não é um homem, é outra mulher. Mas no caso do Motörhead, não temos mais tantas garotas se oferecendo, estamos velhos e feios demais. Não acredito que alguma delas tenha ido a extremos por minha causa, mas o contrário aconteceu e funcionou.
Solteirice: Uma vez disse que dormi com mil garotas e a imprensa aumentou para duas mil. Não sei para que exagerar, nem porque alguns pensam que isso é ridículo. Gene Simmons dormiu com cinco mil e tirou fotos. Não fiz isso pois comecei antes de existir Polaroids. Por que eu iria querer sossegar? Sejamos sinceros, ninguém é fiel o tempo inteiro, então é melhor não fingir. Sei que alguns caras conseguem se controlar, mas para mim é impossível. Quando encaro a tentação me entrego imediatamente.
Aposentadoria: Quando começamos, não sabíamos até quando isso duraria. Fizemos o primeiro disco para deixar algo registrado. E estamos aqui até hoje. Mas tudo pode ser destruído. Você tem que dar o melhor de si enquanto estiver nessa. Vejo o caso do Stone Roses e imagino o quanto deve ser ruim para eles fazer a reunião. Lá estão os caras que falaram coisas terríveis um do outro, confinados em um ônibus, juntos.
O estilo de vida do Rock and Roll: Se você está em uma banda, é fácil descobrir a receita de cair na estrada. Duas garrafas de Jack Daniels, uma de vinho e cervejas. Faço a minha parte.



Fonte: Whiplash!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ecliptyka: além de uma banda com uma garota bonitinha

Natural de Jundiaí (SP), o Ecliptyka está debutando em grande estilo, com um excelente “A Tale Of Decadence” sendo liberado pela Die Hard Records no Brasil e alcançando as terras nipônicas através do selo Radtone Music. Já com uma turnê para os EUA em agendamento, o Whiplash! conversou com a simpática vocalista Helena e o guitarrista Hélio, que deram uma geral na atual situação da banda, com muitos planos para o futuro. Confiram aí!


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Whiplash!: Olá pessoal. Ainda que tenham dado alguns passos importantes em sua trajetória, é agora que o Ecliptyka está estreando em disco. Que tal uma breve biografia para o público conhecê-los melhor?
Hélio: Primeiramente muito obrigado pela oportunidade, estamos honrados em participar desta entrevistacom o pessoal do Whiplash!. Valeu Ben. A banda teve início com os primos Guilherme Bollini e Rodrigo Mathias, pela admiração adolescente na época de bandas consagradas de metal, como Iron Maiden,Metallica, Halloween e dentre outras mais do cenário. A idéia era conquistar o mundo através de composições próprias com letras agressivas! Mais tarde a idéia evoluiu e passou a ser não só mais um hobby, mas sim uma meta pessoal e profissional. O trabalho sempre foi muito sério e, mesmo no começo, colocávamos metas difíceis de serem alcançadas para impulsionar cada vez mais a banda.
Hélio: O reconhecimento foi e está sendo alcançado com o tempo e na medida em que mais pessoas vão conhecendo a banda. É um processo contínuo de nossa parte para difundir nosso trabalho e tentar fazer com que as pessoas analisem e se identifiquem com a gente. Hoje somos muito orgulhosos de tudo o que conquistamos! Lançar nosso primeiro álbum foi uma das maiores realizações para nós... E conseguir atingir as pessoas, até mesmo fora do Brasil, é muito emocionante! Estamos mais do que nunca num momento muito centrado, a sinergia entre nós age de forma natural.
Whiplash!: Como rolou a oportunidade e como foi encarar os palcos europeus em 2008, tendo apenas a demo "The First Petal Falls" para mostrar ao público?
Helena: A turnê de 2008 foi maravilhosa! Apesar de termos ido pra lá apenas com a demo ‘’The First Petal Falls’’ em mãos, fomos recebidos muito bem, com muito calor e respeito, tanto por parte dos organizadores dos festivais em que tocamos quanto pelo público e mídia dos lugares por onde passamos. Era o nosso primeiro trabalho de divulgação e nunca tínhamos saído em turnê. Por isso, resolvemos fazer tudo nós mesmos!
Helena: Entramos em contato com produtoras e organizadores de eventos por lá e recebemos muitas respostas positivas. Tivemos que pensar numa logística de shows coerente para não gastarmos em excesso quando estivéssemos lá, e assim fomos planejando as coisas. Não sabíamos muito bem o que esperar. Mas correu tudo muito bem! Fizemos muitos amigos e recebemos muitas propostas para voltar! Ficamos imaginando, na época, como seria ir para lá com um álbum completo... Com certeza será muito melhor, pois amadurecemos muito e consolidamos nosso estilo como banda. Não vemos a hora de podermos voltar e mostrar nosso novo trabalho.
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Whiplash!: O novo álbum mostra uma evolução impressionante em relação à demo. Que espécie de aproximação vocês escolheram para “A Tale Of Decadence”? Qual é o ingrediente mais importante para sua música, afinal?
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Helena: Na demo registramos as primeiras composições da banda. Não tínhamos muita experiência em composição na época... Aprendemos muito com todo o processo de gravação e produção da demo. Depois de lançar ‘’The First Petal Falls’’, nós já tínhamos uma idéia bem coesa de como queríamos soar dali em diante. Queríamos algo diferente, mas que fosse ao mesmo tempo moderno e direto. Nas primeiras composições, logo depois do lançamento da demo, suamos um pouquinho (risos)... Mas com muito trabalho e dedicação conseguimos fazer com elas soassem exatamente da maneira que imaginávamos. Mas creio que o ingrediente mais importante mesmo tenha sido encontrar as pessoas certas para trabalharmos juntos nesse álbum. Passamos por algumas mudanças de formação durante os anos, mas finalmente nos consolidamos fortemente com essa formação atual. Estamos todos com o mesmo objetivo em mente, com a mesma vontade e determinação... E o mais importante: somos muito unidos. Estamos sempre reunidos, conversando e decidindo os próximos passos da banda. Isso definitivamente é importantíssimo numa banda.
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Whiplash!: Para os leigos, a ideia é que o Heavy Metal seja simples ‘música do diabo’. Mas fica clara a preocupação do Ecliptyka em abordar de forma inteligente os atuais problemas que a sociedade enfrenta. Até onde é importante explicitar isso, pela sua posição como músico?
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Helena: Para mim, explicitar algo que realmente mereça atenção do público, em qualquer tipo de arte, é mais que obrigação por parte do artista! A informação deve ser passada adiante... E a arte é um excelente meio de fazê-lo! Há pessoas que sentem um anseio maior de ‘espalhar a verdade’ através de suas artes. Temos ótimos exemplos brasileiros, como Chico Buarque e Raul Seixas, aos quais devemos muito respeito por isso. São essas músicas, com essa consciência e essa ’revolta’, que são capazes de mudar o mundo. Quando começamos a compor as primeiras músicas do ‘’A Tale Of Decadence’’, reparamos que os temas foram surgindo automaticamente devido a tanta indignação que tínhamos perante todos os problemas que enfrentamos. Foi aí que abraçamos a idéia de fazer um CD temático, pois aquilo realmente estava saindo de forma verdadeira. Eu sou bióloga e vegetariana... Os temas que abordamos em ‘’We Are The Same’’, ‘’Why Should They Pay’’ e ‘’Unnatural Evolution’’, por exemplo, me perturbam intensamente, a ponto até de me tirar o sono, às vezes. E arte é isso: expor aquilo que mais lhe causa sentimentos extremos.
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Whiplash!: Achei ótimo terem colocado “Splendid Cradle” também na língua portuguesa. Vocês conseguiram captar de forma bem melancólica a condição do brasileiro perante a ação de nossos políticos. A que vocês atribuem a apatia do povo diante de conluios entre políticos e empresários que causam tanto dano ao país?
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Hélio: O motivo de colocarmos uma versão de "Splendid Cradle" em português e a nomearmos de "Berço Esplêndido" foi exatamente pelo fato de que a letra dessa música foi escrita em vista de problemas que acontecem no Brasil, especificamente. Achamos interessante ter uma versão bônus desta para o público no Brasil, reforçando também o fato de sermos brasileiros e estarmos falando do nosso país. A inspiração dessa letra foi a indignação que nós, como cidadãos, temos não só de nossos governantes, mas de pessoas com muito poder nas mãos. Acreditamos que é obrigação de todos em manter um balanço justo de condições para todas as pessoas pertencentes a uma sociedade.
Hélio: Muitas vezes as pessoas que mais têm condições de fazer uma ação de maior impacto agem com egoísmo e tratam com desdém problemas reais e de suma importância para nosso desenvolvimento. Infra-estrutura, educação, transporte, saúde, segurança, organização entre outros são assuntos deixados de lado muito frequentemente, e infelizmente quem mais sofre isso são as pessoas de mais baixa renda e posição social, que ainda é a maioria. É claro que nós, como cidadãos temos o dever de escolher bem pessoas certas para trabalhar em prol da sociedade, mas na situação em que vivemos hoje, poderia ficar aqui o dia inteiro levantando questões para você sobre as escolhas da sociedade, que na maioria das vezes não dão resultado.
Hélio: Independente disso, o objetivo da música foi de ser um grito de desespero frente à situação em que nos encontramos, sem simpatia com nenhum partido ou opinião política específica, pois no fundo o que realmente queremos é viver bem, nos desenvolver e crescer como nação! "Queremos crer, poder sentir que tudo foi só um sonho ruim"
Whiplash!: A participação de Marcelo Carvalho (Hateful) com seu gutural na faixa “We Are The Same” e Danilo Herbert (Mindflow) em “Splendid Cradle” ficaram muito boas, e acho importante essa parceria entre as bandas. Como rolou o processo todo?
Hélio: Realmente estas duas participações somaram muito para o resultado final deste álbum. No início das gravações de “We Are The Same”, já tínhamos uma idéia bem firme sobre uma participação nos guturais para esta faixa e a voz do Marcelo se encaixou perfeitamente na idéia. Quanto à participação do Danilo, foi algo mais para o fim das gravações. Quando decidimos chamá-lo, não tínhamos ainda total certeza de qual música ele poderia se encaixar. Então, depois de analisarmos bem, arriscamos a “Splendid Cradle” e o deixamos a vontade para trabalhar. O resultado foi sensacional, e ele também adorou principalmente a oportunidade de gravá-la na versão em português. Não poderíamos ter escolhido melhor estas duas participações.
Whiplash!: Pois bem, “A Tale Of Decadence” está sendo liberado no Brasil via Die Hard Records e no Japão pela Radtone Music. Já deu para ter uma noção da repercussão que o disco está tendo por aí?
Helena: A repercussão tem sido fantástica! Não esperávamos tanto... Ter nosso CD lançado no Japão é algo com o qual sempre sonhávamos, desde quando começamos com a banda! Ainda está tudo bem recente... Estamos batalhando bastante, queremos dar muitos passos mais além desses!
Whiplash!: ‘... ah, mas o Ecliptyka é só mais uma banda com uma garota bonitinha no microfone...’. Considerando o resultado final de “A Tale Of Decadence”, como vocês encaram este tipo de argumento em um país que nunca deu lá muito valor às suas bandas?
Helena: Esse tipo de argumento sempre existiu e sempre vai existir, e é algo que não damos o mínimo de atenção, pois não vale a pena. Nós batalhamos muito para que o álbum saísse do jeito que saiu e para chegarmos onde estamos, e confesso que comentários sem muito fundamento só nos faz continuar olhando para frente. Eu respeito aqueles que dizem que não gostam de bandas com vocal feminino, ou que o nosso som simplesmente não os agrada. Todos têm direito de gostar ou não gostar de algo, mas usar gênero (feminino/masculino) para desmerecer o trabalho de qualquer um é pura estupidez. E isso vem daquela cultura machista que temos em nosso país. Países europeus aceitam muito melhor as bandas com vocal feminino há muito mais tempo... Deve ser por isso que todas nossas referências de bandas desse tipo, como Epica, After Forever, Nightwish, Deadlock, Amaranthe, venham de lá. Quando há incentivo, surgem ótimos resultados.
Whiplash!: Vocês já tocaram ao lado de nomes influentes como o Delain, Tarja Turunen e The Agonist. É complicado ser a banda de abertura para os gringos, certo? O que é mais difícil para vocês em termos de performance e como foi a recepção do público nestas ocasiões?
Hélio: Bom, neste ponto acho que ganhamos muito nestes últimos dois anos. É uma responsabilidade tremenda preparar o pessoal para as bandas principais, você precisa se esforçar e batalhar para dar o melhor de seu trabalho para o público. Os ensaios são preparados e planejados, pois é muito importante sabermos transmitir ao público toda a nossa energia e intenção, então as tensões ficam nos ensaios para que assim tudo possa fluir naturalmente, fórmula essa que levamos para todos os shows.
Hélio: Nossa primeira grande abertura foi para os holandeses do Delain e foi muito bom para a nossa ‘investida’ no cenário, pois divulgou muito o nosso trabalho na época. Depois deste, conseguimos abrir alguns novos caminhos e assim fizemos a abertura para a Tarja Turunen no HSBC, que foi um marco para nossas vidas, uma estrutura impecável fornecida pelo pessoal da Top Link, que nos trataram muito bem e nos deram todo o suporte necessário. Nos sentimos reis (e rainha) neste dia. A resposta do público foi algo inesperado, pois quando entramos no palco a galera nos recebeu com tanto carinho que não parávamos de sorrir, estávamos dopados de alegria. Em julho fizemos a abertura para o The Agonist, que também foi ótimo para nós, pois o público já estava preparado para este evento, levando em conta a nossa presença, então foi como se dividíssemos o palco com eles e não apenas como banda de abertura. Foi legal escutar o pessoal pedindo músicas, gritando nossos nomes e cantando nossas músicas, foi um grande presente. Estes três shows ficaram na memória para toda vida, com eles construímos grande parte do que estamos colhendo hoje.
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Whiplash!: E planos para o que resta de 2011? Alguma excursão pelo exterior em vista?
Hélio: Bom, nosso álbum está sendo lançado agora em setembro no Japão pela Radtone Music! Foi uma verdadeira conquista este CD estar sendo lançado do outro lado do mundo. Acabamos de assinar também com a Rage On Stage Management, empresa dos EUA responsável agora por agenciar e administrar nossas turnês mundiais, mídia virtual, e também preparando agora nossa primeira turnê nos EUA para o meio do ano que vem. E recentemente fizemos as captações das cenas de nosso primeiro videoclipe, de “We Are The Same”, com o pessoal da Kairos Filmes (lançamento previsto para outubro/2011). Foi um trabalho maravilhoso e é o tipo de coisa que, se você pudesse, faria todo fim de semana. É cansativo, mas a realização é indescritível. Acreditamos que esses sejam passos importantes a serem dados! E é claro, já estamos pensando e planejando as gravações do nosso próximo álbum para ano que vem, depois da turnê americana.
Whiplash!: Ok pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista e deseja boa sorte ao Ecliptyka. O espaço é de vocês para os comentários finais...
Helena / Hélio: Muito obrigada, Ben, por essa oportunidade de divulgamos nosso nome no Whiplash!. Há muitas bandas boas em nosso país, e elas só conseguem emergir devido a vocês, que cedem esse espaço a elas. Gostaríamos de agradecer também todos nossos fãs e amigos que têm nos apoiado nessa jornada. Com certeza não teríamos dado tantos passos importantes sem eles! Estamos muito felizes com tudo e com certeza não pararemos por aqui! Para aqueles que quiserem conhecer mais a Ecliptyka, é só acessar nossos canais aqui na internet (www.ecliptyka.com, www.revernation.com/ecliptyka,www.facebook.com/ecliptyka). Muito obrigado novamente! Keep rockin’!



Fonte: Wiplash!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"Algumas bandas já deveriam ter parado"


Em entrevista à Radio Metal, o guitarrista Matthias Jabs comentou os motivos do encerramento das atividades do Scorpions.

Vocês declararam que gostariam de parar para não desapontar os fãs. Sentem que não poderão, dentro de algum tempo, repetir fisicamente a mesma energia que ainda possuem em cima de um palco?

Não tenho nenhum problema. Sou o mais jovem dos três alemães da banda. Mas Klaus e Rudolf já estão com 63 anos. Os Rolling Stones ainda estão na estrada e bem. Nossa idéia é estar no topo da forma até o último show. Até o momento estamos bem. Queremos ser lembrados como uma banda ativa no palco. Ainda poderei tocar até os 85 anos, mas não conseguiria correr. Penso que é uma boa decisão. Nos apresentaremos em 2012 e ainda não decidimos quando será o último concerto. Acho que em 2013.

Por outro lado, algumas bandas não querem parar e dizem que vão tocar até morrer. Não conseguimos imaginar Lemmy e Ozzy Osbourne se aposentando. O que você pensa disso?

Acho que alguns grupos já deveriam ter parado. Não fico empolgado ao assistir o show de alguém que já foi muito melhor há vinte anos. Lemmy e Ozzy encaram isso como suas vidas. Nós também, mas queremos encerrar nossa história no topo.

Quem você tem em mente ao dizer que alguns não deveriam mais se apresentar?

Não quero citar nomes, é apenas minha opinião pessoal. Seria encarado como se não gostasse deles. Apenas acho que já vimos o suficiente.



Fonte: Van do Halen 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Judas Priest: mulherada ainda tenta algo, diz Rob Halford


Em entrevista ao Las Vegas Review, Rob Halford declarou que, mesmo tendo assumido suahomossexualidade há quase quinze anos, a mulherada parece não se importar durante as turnês do Judas Priest.
“Mesmo sabendo que sou gay, elas ainda tentam algo. Deus abençoe minhas fãs femininas”.



Fonte: Whiplash!

domingo, 16 de outubro de 2011

Criando um novo estilo


Em entrevista ao Ultimate-Guitar.com, o guitarrista Larry LaLonde fez algo que não costuma: falar sobre seu passado com o Possessed.

Vindo de uma banda de Death Metal, como o Possessed, chega a ser estranho vê-lo no Primus, que parece outro mundo, musicalmente.

Sim, na maior parte do tempo. Tinha 15 anos quando fizemos Seven Churches. Naquele tempo, gostava de Van Halen, Ozzy, Iron Maiden, Judas Priest e toda aquela cena.

Reza a lenda que Seven Churches foi um dos primeiros discos de Death Metal.

Não havia muito nesse sentido. Tinha o Slayer e o Venom, ainda estávamos tentando criar algo novo. É difícil acreditar hoje que houve uma época em que as pessoas estavam inventando isso. Mas quando escuto novamente aquele disco, é um tipo de música estranha.

É interessante pensar que vocês estavam conscientemente tentando criar um estilo diferente.

Sim, era o começo e estávamos todos tentando levar isso a um outro nível, assim como Slayer e Venom.




Fonte: Van do Halen

Espontâneo


Em entrevista à Revolver Magazine, o guitarrista Kirk Hammett declarou que a parceria com Lou Reed foi uma das melhores coisas que o Metallica já fez. “Não éramos tão espontâneos como nesse álbum desde os anos 1980. Estávamos fora de nossa zona de conforto. Por isso, fizemos coisas que normalmente não faríamos. É uma experiência verdadeiramente artística. Digo a todos que não usem os parâmetros do Heavy Metal para julgar esse trabalho e vocês entenderão melhor”.



Fonte: Van do Halen

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Rock In Rio: Andreas Kisser em entrevista após show


Os veteranos do RIR, SEPULTURA  tocaram pela quarta vez no evento e não decepcionaram. Na entrevista a repórter pergunta, "Porque o Heavy Metal desperta tanta paixão?" e Andreas Kisser responde que é uma "é uma música honesta,música livre" e afirmou que foi um dos melhores shows da carreira. Por fim completou também que em 1985 estava no público do Rock In Rio vendo seus ídolos como Ozzy Osbourne,Whitesnake, AC/DC.



Fonte: Whiplash!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

João Gordo: detonando os "produtores de grandes festivais"


João Gordo  foi entrevistado depois do show do Korzus pelo Multishow durante a cobertura do Rock in Rio e disse, dentre outras coisas: "Produtor de festival grande é tudo um bando de imbecil", confira abaixo.



Fonte: Whiplash!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Metallica: entrevista com James Hetfield no "Fantástico"


O programa "Fantástico" exibiu uma matéria neste domingo (25/09) sobre o METALLICA, pouco antes daapresentação da banda no Rock In Rio.
A matéria traz entrevistas com fãs no Peru, imagens da banda ao vivo, um resumo sobre a história da banda e uma entrevista exclusiva com o vocalista/guitarrista James Hetfield, que fala sobre o álbum "Death Magnetic", sua vida pessoal e os shows no Brasil.
Confira a matéria completa no vídeo abaixo.
Fonte: Whiplash!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Serguei: "trocaram os rockeiros por bandas baianas no RIR".


Serguei disse em entrevista à agência Efe que concorda com os críticos que dizem ser melhor trocar o nome do Rock In Rio para "Pop In Rio", e também concorda que o festival perdeu o espírito original e personalidade.
"O rock and roll não é só um gênero musical. O rock and roll é uma cultura, é um estilo de vida, é uma atitude, e não vejo nada disso em um samba ou em um axé. Podem ser os melhores intérpretes de samba do mundo, mas não são rock. Serguei destaca ainda, que muitos rockeiros nacionais foram deixados de fora para dar espaço à bandas "baianas".
"Eles me disseram que tinham convidado a Claudia Leitte e a Ivete Sangalo porque aonde elas vão levam uma multidão incalculável. Então é o 'dinheiro' que manda, né? Ambas são maravilhosas no que fazem, mas não sei se o público de rock and roll gosta disso. É tudo muito comercial. Quem foi a verdadeiros festivais de rock não gostará do que encontrará no Rio este mês", afirmou.



Fonte: Whiplash!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Joe Satriani: "ninguém pode ser maior que o Led Zepellin"

O guitarrista do CHICKENFOOT, Joe Satriani, foi entrevistado por Krishta Abruzzini do KNAC.com. Ele falou, entre outros temas, sobre o projeto CHICKENFOOT, sobre a crítica e sobre a possibilidade de largar sua carreira solo. Trechos da conversa podem ser vistos abaixo.



Um dos fãs fez a seguinte declaração: "Esta será a coisa mais legal que Sammy Hagar fez desde o primeiro álbum do MONTROSE. Hagar precisa voltar ao hard rock, Satriani precisa ser mais comercial e Chad Smith apenas ficará feliz em fazer algo mais do que aquelas merdas de rock de surfista. Este álbum será maravilhoso!" Como você se sente sobre isto?
Satriani: "Wow, você sabe, eu nunca entrei na mente da crítica, dos resenhistas ou dos fãs, pois você apenas pode ser você mesmo. Eu aprendi isso faz um bom tempo. Você pode se imaginar embarcando em uma carreira de guitarrista de rock instrumental? Este é o tiro mais distante que você pode tentar. Então eu cheguei à conclusão que você apenas deve fazer o que você faz e acreditar no que você faz, e não tem que acreditar em boas resenhas, como também não tem que acreditar em más resenhas. O ponto da coisa toda é quando estes quatro caras pouco comuns se juntam e percebem que têm tantas raízes em comum que é até surpreendente, e isso impulsionou a excitação que cada um teve nesta reunião. Nós começamos tocando, e todos sabiam, essa música do BLACK SABBATH, ou aquela do CHUCK BERRY, ou aquela do ROLLING STONES. Quero dizer, todos sabem o mesmo tipo demúsicas. E nós fomos surpreendidos por isto. Eles olharam para mim tipo: 'Joe Satriani conhece CHUCK BERRY? Eu não posso acreditar nisso!' E eles olharam para Chad tocando: 'Você sabe como tocar BLACK SABBATH? Eu não posso acreditar nisso!' (Risos) E Sammy, se eu puder mencionar alguma música obcura de Jimmy Reed, ele irá dizer: 'Eu conheço essa'. Nós ficamos chocados em quanto nós tinhamos em comum, pois eu nunca pensaria nisso se eu tivesse apenas ouvido o catálogo deles. Eu sei que individualmente esses caras são maravilhosos. Chad é um maravilhoso baterista, Mike é um super músico e é muito divertido tocar com ele, e eu não podia imaginar o quanto Sam pode cantar".
Se essa banda conseguir grande sucesso, você considera a possibilidade de deixar sua carreira solo? E isso já foi discutido com todos, respectivamente?
Satriani: "Eu acho que ninguém precisa pensar em deixar nada. Há tempo o bastante para tudo. As pessoas me perguntam isso muito, e eu penso sobre isto, e eu quero ouvir um novo disco do CHILI PEPPERS, eu quero ver a formação do VAN HALEN com o retorno de Sammy, então eu iria comprar um ingresso. E eu gostaria também de me juntar aos meus companheiros e fazer algum material solo, eu não posso ver o motivo disso não acontecer. A vida é um pesadelo sincronizado, mas é algo que nós devemos trabalhar".
Sammy falou que vocês quatro poderiam rivalizar com LED ZEPPELIN. Uma declaração bastante forte!
Satriani: "(Rindo) Eu amo Sammy. Ele diz as coisas mais loucas. O LED ZEPPELIN é a maior banda de todas. Ninguém pode ser melhor do que eles neste tipo de música na minha opinião. Eu digo, eles simplesmente a criaram. Se há algo que nos mantém juntos é que nós pertencemos a esta tradição de sermos abertos às nossas raízes. O LED ZEPPELIN era assim, realmente aberto às suas raízes do blues, e isso se tornou parte da identidade deles. Eu acho que isso deu validade a eles enquanto banda. Esta banda, não pelo propósito, mas simplesmente pela maneira que ela aconteceu, somos bastante abertos com as raízes que temos. Estamos um pouco deslocados no tempo, então nós citamos LED ZEPPELIN, e osROLLING STONES, e o SABBATH, e o DEEP PURPLE, HUMBLE PIE, mas somos abertos com relação a isto. É isso que nos torna uma banda de rock clássico, somos abertos em nossas influências".
A entrevista completa (em inglês) pode ser vista neste local.



Fonte: Whiplash!